Redação Bonde com Polícia Civil - Foto: Divulgação/PRF
A PCPR (Polícia
Civil do Paraná) concluiu nesta quarta-feira (7) a investigação sobre o
acidente que matou 23 pessoas na madrugada de 19 de agosto, no km 209 da
BR-373. A colisão frontal envolveu um caminhão e um micro-ônibus do Município
de Imbituva (Campos Gerais), que transportava pacientes para consultas e
exames.
Segundo a
investigação, o caminhão invadiu a pista contrária. Os 22 ocupantes do
micro-ônibus, incluindo o motorista, e o condutor do caminhão morreram. Outras
cinco pessoas que estavam no coletivo sobreviveram com ferimentos. Perícias
realizadas pela Polícia Científica do Paraná e pela PRF (Polícia Rodoviária
Federal) apontaram falhas na condução e na manutenção do caminhão. Dados de
telemetria mostram que o veículo estava a 80 km/h momentos antes da batida, em
um trecho com limite de 60 km/h. Também foram identificados desgastes que
reduziam a eficiência do sistema de frenagem.
A investigação
ainda identificou que o motorista do caminhão acessou o WhatsApp cerca de 17
minutos antes da colisão. Para a delegada da PCPR Ingrid Priotto, a informação
indica que é plausível que o condutor estivesse distraído pelo uso do celular
quando invadiu a contramão.
Ônibus também
estava acima do limite
O micro-ônibus
também trafegava acima da velocidade permitida. Conforme o laudo do
cronotacógrafo digital, o veículo estava a 101 km/h no momento do impacto, 41
km/h acima do limite regulamentar da rodovia.
Um dos passageiros
que sobreviveu relatou à polícia que o coletivo havia deixado Imbituva com 20
minutos de atraso e que o motorista dirigia de forma "apressada". Os
exames toxicológicos dos dois motoristas não apontaram presença de álcool ou
drogas.
Durante a
investigação, a PCPR também apurou a possibilidade de um terceiro veículo ter
participado da colisão. Um caminhão prata com avarias havia sido visto no
local, mas a hipótese foi descartada. Imagens e registros oficiais mostraram
que os danos no caminhão eram de um acidente anterior. Os ocupantes do veículo
pararam no acostamento para sinalizar a via e ajudar no atendimento às
vítimas.
Com a conclusão do
inquérito, a PCPR sugeriu o arquivamento do caso, já que os motoristas dos dois
veículos morreram no acidente.
Velório coletivo no Ginásio de Imbituva
A maioria das vítimas era de Imbituva. Treze eram nascidas no município e 16 dos sepultamentos ocorreram na região. Entre os cinco sobreviventes, dois receberam alta ainda na noite do acidente, enquanto outros três permaneceram internados em hospitais de Ponta Grossa.

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