O sistema eleitoral brasileiro é duro de entender e mais duro ainda de aceitar. O voto de legenda permite que um puxador de votos, como foi o Tiririca no passado, eleja uma bancada inteira. Enquanto isso, candidatos com centenas de milhares de votos em outros partidos ficam de fora e outros com 10 ou 15 mil entram.
Isso prova que a
maioria do povo não escolheu. Quem escolheu foi a conta do partido.
O segundo ponto é
ainda mais grave: a privatização dos partidos. Para ser candidato, o cidadão
honesto, bem quisto na sua comunidade, seja no assentamento, na reserva ou na
cidade, precisa bater na porta de um presidente de partido - que na maioria das
vezes é um prefeito, ex-prefeito ou vereador que mantém 3, 4, 5 siglas embaixo
do braço.
Eles montam as
chapas de acordo com o interesse deles. Se você tem ascensão e pode ameaçar o
projeto deles, te cortam. Se serve de escada, te mantêm.
É um sistema que
foi feito para não dar errado para eles. De vez em quando quebra, mas na
maioria das vezes funciona.
A política devia
ser simples: o cidadão vai ao cartório eleitoral, apresenta suas certidões e se
candidata. O povo decide. Hoje não. Hoje o partido decide quem o povo pode
escolher.

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